terça-feira, 31 de julho de 2012

Desafio para as Solteiras nº11

Escrito por Nanda Bezerra
 


Hoje vou abordar um assunto muito importante que mais parece um tabu.
Sei que será assunto polêmico e que muitos discordarão da minha opinião, mas se na realidade colocarem as emoções de lado irão entender…
Outro dia destes, precisei ir ao médico. Chegando, ele começou com aquelas perguntinhas de sempre…
Qual a sua idade?36 anos
Fuma?Não
Bebe?Não
Usa drogas? Não
Tem filhos?Não, eu e meu esposo optamos por não ter filhos.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Desafio para as Solteiras nº10

Escrito por Nanda Bezerra

“Fê, só vou me casar se for pra ter um casamento igual ao seu e do Jr!”
Estava um dia conversando com minha cunhada sobre o assunto e ela me disse isso.
Na hora me senti honrada e imediatamente agradeci a Deus.
Ela não foi a única a dizer isso, outro dia uma jovem aqui na igreja, com quem eu nunca havia falado antes, parou na minha frente e mandou bala… “Quando eu me casar, meu casamento vai ser como o seu!” virou as costas e saiu!kkkk
“Tá ligado, vai ser ainda melhor!” respondi para as costas dela.

domingo, 29 de julho de 2012

Desafio para as Solteiras nº9

 Escrito por Nanda Bezerra


“E então não vai arranjar um namorado?”
“E você quando casa?”
“Hehe vai ficar pra titia heim!”
Olha, quanta pressão!
Outro dia mesmo me peguei falando uma dessas para minha cunhada mais nova, que falta de tato a minha! Escapuliu! Fiquei com raiva de mim mesma logo depois que falei… “Esperava mais de você Fernanda!” pensei.
Realmente não deve ser nada fácil suportar comentários como este.
Familiares e amigos não fazem idéia de como algo que parece tão inocente, como os comentários a cima, podem levar uma pessoa a um estado de ansiedade tão grande e a decisões que a farão se arrepender para o resto da vida.

sábado, 28 de julho de 2012

Desafio para as Solteiras nº8

 Escrito por Nanda Bezerra


Se tem uma coisa chatinha de se fazer quando precisamos viajar são as malas.
Precisamos pensar em tudo, todos os detalhes e não esquecer de nada. Isso sem mencionar a chatice de ter que ficar no aeroporto carregando mala pra cima e pra baixo, fazer o check in e quando chegamos no local destinado, começa tudo de novo…
Vocês sabem que existe também uma bagagem sentimental?
Quando um relacionamento termina, fazemos as malas também.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Desafio para as Solteiras nº7

Escrito por Nanda Bezerra

Quando era pequena tinha uma foto de quando era um bêbe de cabelo bem curtinho, onde só se viam os olhos e cabeça, que meus pais adoravam (claro!) e decidiram fazer dela um quadro e colocar na sala.
Para minha agonia todos que vinham visitar diziam “Gente, que olhos enormes, parecem duas jabuticabas!”
Vejam bem, ninguém falava “Que Linda!” Claro que não! Falavam das benditas jabuticabas! Tenho mágoa dessa fruta até hoje!rsrs

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Desafio para as Solteiras nº6

Escrito por Nanda Bezerra

Você está namorando e toda sua vida gira em torno desse namoro.
Para as amigas você nunca mais liga nem arranja tempo para elas, pois agora todo seu mundo está totalmente dentro desse relacionamento.
Você praticamente deixa de viver sua vida, deixa de crescer, pois agora tudo é em função dele.
É somente um namoro, mas você se entrega de tal forma que acaba se transformando em uma pessoa dependente, insegura e muitas vezes um grude.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Desafio para as Solteiras nº5

Escrito por Nanda Bezerra


Eu tinha 15 anos quando implorei ao meu pai que me deixasse namorar. Ele insistia em dizer que só depois dos 20…
Então um dia esse rapaz que eu estava gostando, veio e pediu ao meu pai, que para minha surpresa permitiu!
Mais ou menos um ano mais tarde e completamente apaixonada, descobri que ele me traía a torto e a direito, até mesmo na frente das minhas amigas que por “pena” de mim nunca falavam nada…

terça-feira, 24 de julho de 2012

Desafio para as solteiras nº4

Escrito por Nanda Bezerra


Quando falamos em homem de Deus… Qual a primeira imagem que vem na sua cabeça?
Camisa social, gravata, microfone na mão e pregando sobre o altar?
Não necessariamente…
O homem de Deus não se caracteriza pela roupa que veste, nem tão pouco por estar no altar.
Lembro que depois de me converter, tinha uma idéia bem certa daquilo que queria… Casar com um homem de Deus.
Quando decidi dar um ultimato ao Júnior(meu namorado na época e hoje meu marido), era porque essa visão já existia dentro de mim e nem minhas emoções poderiam ficar no meu caminho, eu sabia o que queria e lutei muito por isso.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Desafio para as Solteiras nº3


Escrito por Nanda Bezerra

Hoje ao acordar percebi que estava abraçadinha ao meu marido, gente como gosto disso!
No meu casamano é uma das coisas que mais me delicia… Me faz sentir segura, amada e certa de que estou no lugar certo.
Aí comecei a pensar nas solteiras que não tem esse prazer de acordar com o seu amor alíao seu lado…
Continuei divagando em pensamentos antes de tomar coragem de sair daquele embraço tão gostoso e fui mais longe pensando nas casadas que apesar do casamento não tem esse mesmo prazer…

sábado, 21 de julho de 2012

Desafio para as Solteiras nº2

Escrito por Nanda Bezerra 

Amigas, querem saber o que é uma das coisas mais difíceis que existe?
Ouvir a verdade.
Sinceramente isso não é para qualquer um, é preciso ter estrutura, espiritualidade e humildade suficiente para ouvir certas verdades.
Muito bem dito quando dizem que a verdade dói… E é isso mesmo, ela dói pra caramba! Mas isso não quer dizer que seja algo ruim, não muito pelo contrário.
Sabe quando alguém fala uma coisa pra você, que machuca, parece até que vai te cortar ao meio, mas no fundo você sabe que aquela pessoa tem razão?
Já aconteceu isso com você alguma vez?
E então, lembra qual foi a sua reação?

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Desafio para as Solteiras nº1

Eu já postei a mensagem abaixo a muito tempo atrás (jun/2011)... Mas estou postando novamente para dar início ao 40 desafios para as mulheres solteiras elabora pela D. Nanda Bezerra.
Tenho certeza que vai ajudar muita gente...
Acompanhe o meu blog periódicamente e realize os 40 desafios!

Amor de Gambá


Sabe aquele desenho animado do gambá Pepe, que é apaixonado por uma gatinha preta com listrinhas como a dele?
Sempre que ele a vê seus olhinhos ficam esbugalhados e em formato de coração. Ele não a entende, pois sempre foge dele por causa do mau cheiro, mas ainda assim ele é apaixonado…
Esse é um amor impossível, pois ela é gata e ele gambá! Nunca vai dar certo!
Existe essa incompatibilidade e apesar de parecerem iguais, não são!
E isso não se pode negar…

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Coral TF Teen Timbó









Durante mais de um mês essa galera se dedicou em ensaios, aguentando os meus stress...
E eu tendo que colocar limites em tantas brincadeiras... Mas tudo valeu muito a pena!



Fizeram um ótimo trabalho... Todo esforço foi recompensado no sorriso de cada mãe que assistiu à apresentação...
Mas a maior recompensa virá do nosso Deus. Tenho certeza!!!










sexta-feira, 11 de maio de 2012

A força da Inteligência

Quem usa a razão, tem uma vantagem competitiva! Veja porquê:




quarta-feira, 9 de maio de 2012

Perseverante ou Teimoso?

Que diferença há entre o teimoso e o perseverante?
 
Os dois são insistentes.

O teimoso persegue o mal.

O perseverante persegue o bem.

O teimoso insiste no caminho errado.

O perseverante insiste em acertar.

O teimoso, além de fraco, é orgulhoso.

Não aceita conselhos.

O perseverante, além de forte, é humilde.

Está sempre pronto para ouvir e praticar os bons conselhos.

O teimoso tem consciência de estar errado.

Mas…

Continua insistindo.

O perseverante tem consciência que sua fé funciona.

Isso porque confia na Palavra de Deus.

Sua força não lhe permite desanimar ou desistir.

E continua lutando.

Já o teimoso é cabeçudo.

A razão para continuar insistindo é uma só:

É orgulhoso.

Por conta disso, vive fracassando.

É um perdedor.

Publicador por: Bispo Macedo

segunda-feira, 23 de abril de 2012

A noiva e o Noivo

Ao longo de 14 capítulos, você acompanhou a história de uma jovem que comete vários erros após terminar o seu noivado. Laura, na verdade, é a personificação de todos nós, que cometemos várias falhas com a intenção de acertar.
Certamente, você deve ter se visto em alguma situação apresentada pela personagem, porque, sendo na vida sentimental, ou não, erramos muito com o propósito de corrigir erros do passado.
Assim, em outras palavras, a noiva em questão é a Igreja do Senhor Jesus, e o noivo, Ele próprio, que sofre tanto quanto nós quando decidimos nos afastar de Sua presença.
Laura, bem como você e eu, foi passível de inúmeros enganos – todos em consequência do primeiro: abandonar o Noivo. Ao longo do tempo, ela sofreu com suas más escolhas, “quebrou a cara” muitas vezes e até entrou em depressão. O pior de tudo é que ela não se atentava que isso era fruto do seu afastamento de Deus.
Agora, eu lhe pergunto: não é isso o que acontece conosco quando estamos longe do nosso Noivo, o Senhor Jesus?
No entanto, Laura se arrependeu a tempo e voltou correndo para os Seus braços. Ele a perdoou e a direcionou a uma nova vida. Da mesma forma acontece com a gente.
Se você está como a Laura da história, errando e se iludindo a cada passo que dá e acredita que Deus não se importa com você, saiba que o seu Noivo está à sua espera e, ao contrário do que imagina, Ele está na expectativa de que a qualquer momento você vá procurá-LO.
Não perca mais tempo, a Pessoa da sua vida está à sua espera.

domingo, 22 de abril de 2012

Ensaios de uma noiva - parte 14


Ainda com os olhos fechados, senti o que nunca havia sentido antes. Um abraço. Um forte e confortável abraço de amor. Jamais eu havia chorado tanto! Foi como se um filme se passasse pela minha cabeça. Lembrei-me do nosso primeiro encontro, dos momentos felizes, de quando eu terminei tudo, dos antigos namorados, da solidão, do sofrimento. Não consigo esquecer a loucura de tê-lo deixado.
 
Mas, naquele instante, senti-me tão segura! Porque era como se ele soubesse da minha dor; era como se ele pudesse me enxergar por dentro. Já eu, simplesmente, não tinha palavras. Até porque nada do que eu dissesse, poderia ter algum sentido.

Percebi que ele me aceitou de volta. O interessante é que ele não precisou falar nada. Apenas me ouviu.

Houve um momento, porém, em que fiquei apreensiva. Eu chorei, desabafei, implorei, e ele apenas me olhava. Cheguei até a pensar no que eu estava fazendo ali. No entanto, percebi em seguida que tudo se fazia necessário. E depois que atentou para cada palavra que falei, ele, surpreendentemente, me disse:

– Eu nunca esqueci você. Todos os dias e noites me lembrava do tempo em que passamos juntos. Da época em que concordávamos em tudo, das nossas conversas, da nossa afinidade. Sofri muito enquanto esteve longe. Pensei nas coisas que você poderia estar passando, mas o que eu poderia fazer? Você não me dava uma chance. Além disso, me angustiava sempre que sua mãe vinha conversar comigo. Ela me contava sobre como você estava levando a vida, e isso me deixava extremamente triste. Você não pode imaginar o quanto sofri com a sua ausência!

– Me perdoe! Sinto-me tão culpada. Você não deveria sofrer assim.

– Não se culpe! Isso foi necessário para que você reconhecesse o quanto estava errada. Porque tudo o que passou serviu para o seu próprio amadurecimento. Quanto ao perdão, é claro que lhe perdoo! Mas, espero que nunca mais voltemos a nos separar.

Acho que não preciso dizer mais nada, não é? Neste mesmo dia, nos casamos. Sim, foi muito rápido, é verdade. Mas, se eu já estava certa do que desejava, se já estava decidida, porque não tomar logo uma atitude?

Vivemos, hoje, uma enorme felicidade. Não vou dizer que não passamos por momentos de luta, mas ele sempre me apoia e me ajuda. Sou a pessoa mais feliz deste mundo. Não porque dei um fim aos meus problemas, já que enfrento um a cada dia, mas porque encontrei a única pessoa capaz de me realizar por completo!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Ensaios de uma noiva - parte 13

Quando o reencontrei estava meio confusa. Não era uma espécie de desorientação, compaixão, mas nutria uma carga de humilhação tão profunda que a única coisa que ainda conseguia fazer era chorar.

A primeira lágrima caiu discreta. Consegui segurá-la, mas era como se ela insistisse em rolar. Era como se nem ela mesma suportasse a amargura na qual se prendia. Foi terrível aquela sensação de solidão! Tudo o que pensava era em encontrá-lo. Já havia sofrido demais até aquele dia.

O meu noivo, na verdade, estava à minha espera, mas eu não o queria por perto. Estava magoada, ressentida. Não sei bem se com ele, ou comigo mesma, pela teimosia em fazer as coisas que queria, até desapontá-lo de vez.

Eu o amei mais do que tudo. Mas aquele amor já me sufocava a mente e o coração. Sei que fui ingênua demais achando que seria feliz longe dele. Disse, certo dia, que não o queria mais. Para ser honesta, não disse, mostrei.

Um dia me disseram que gestos falam mais do que palavras. E eu sei que o gesto que fiz, abandonando-o, disse tudo a meu respeito.

Ele nada fez, e nada pôde fazer. Dei um tempo – ao meu modo – naquele relacionamento unilateral. Já fazia tempo que não me sentia amada. Na realidade, isso era uma sensação enganosa. Não por culpa dele, mas minha. Inteiramente minha. Eu era exigente demais, boba demais para aceitar seus conselhos.

Já ele era tão inteligente! Aconselhava-me sobre as mínimas coisas... Mas eu fui tão fútil, tão desonesta e infantil! Meu Deus, como suportar essa distância? Sinto-me uma poeira longe dele. O meu primeiro amor, meu único e verdadeiro amor.

Assim que subi a escadaria de sua casa, tive uma sensação estranha. Uma mistura de desprezo e alívio. Acho que nunca vou conseguir explicar isso, mas, pela primeira vez, me percebi amparada.

Disseram-me para esperá-lo. Foi o que fiz. Sentei-me em uma confortável poltrona, e pedi a Deus que ele me recebesse bem. Meu ex-noivo não demorou a chegar. Quando soube que eu estava ali, veio imediatamente ao meu encontro.

Não o vi chegar.

Mas quando apareceu, já estava à minha frente e eu nem havia percebido. Estava com os meus pensamentos tão dispersos...

Bom... Não sabia bem como agir, se me desculpava ou me derramava em prantos. Se implorava por seu perdão e lhe pedia mais uma chance, ou saía correndo dali.

A única coisa que eu sabia, porém, era que ele queria me dizer alguma coisa. Fechei os olhos e aguardei.


continua...

sábado, 14 de abril de 2012

Ensaios de uma noiva - parte 12

Segundos. Foi o quanto durou a minha alegria ao vê-lo em minha frente. E meses, o que durou a minha tristeza. Assim que cruzei o corredor de casa, a minha mãe me viu entrar no quarto, e me seguiu. Abaixei a cabeça, porque não queria olhar nos olhos de ninguém, estava parecendo um bicho acuado. Entrei no quarto e tentei fechar a porta. Mas, não suportei ficar sozinha. Sussurrei...

– Mãe...

É engraçado como nessas horas esquecemos o nosso orgulho, e o nosso coração se transforma em um solo extremamente fértil, que aceita qualquer semente que lançarem nele. O problema é o tipo de semente. Se for boa, será para o nosso proveito, mas se for ruim, é bem provável que nos deixe ainda mais pra baixo.

A minha mãe foi fundamental. Esqueci-me do meu orgulho, das nossas discussões até de alguns desentendimentos. Era como se ela já soubesse o que estava se passando comigo. E sabia exatamente o que faltava para mim.

Foi quando ela me falou do meu ex-noivo. Imediatamente lembrei os grandes momentos que passamos juntos, de quando era realmente feliz e não imaginava. Ah, quanta bobagem fiz! Se eu pudesse voltar atrás, jamais deixaria alguém que me fez tão feliz, e que, por certo, continuaria a me fazer, por qualquer outra coisa, qualquer sentimento ou pessoa.

Naquele mesmo dia, me arrumei e saí. Resolvi dar uma chance ao que a minha mãe falava tanto. Vesti a mesma calça preta e camisa bege que havia separado para comemorar aquela data tão especial.

Não comi nada, e, para ser sincera, estava tão desanimada, que até a vontade de tomar banho sumiu. Era como se eu tivesse medo de que a água não fosse capaz de lavar apenas a sujeira externa. 

Desejava que ela me lavasse por dentro também, que tirasse as angústias das minhas entranhas, mas eu sabia que era impossível. E, se não era possível, para que água, banho? Não adiantaria nada, eu pensava.

Mas, com o sacolejo da minha mãe, tive que cair na real. Para que sofrer mais? Por que ficar longe de alguém que tanto me ama? 
Então, tomei a atitude de ir ao encontro do meu ex-noivo.

Para ele poderia ter sido uma surpresa; mas, para mim, o encontro foi mais surpreendente do que eu mesma poderia imaginar.


continua...

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Ensaios de uma noiva - parte 11

Era a primeira vez que eu passava o Dia dos Namorados com alguém. De tão ansiosa que estava, acordei quase de madrugada. A minha mãe até estranhou... Menos de uma hora depois, alguém bateu à porta. Era ele.

Fiquei tão impressionada, que imaginei ser uma surpresa da parte dele. Mas aí ele disse:

– Precisamos conversar. – Assim, bem seco.

Na hora senti um gelo na espinha; comecei a ficar nervosa, mas procurei não demonstrar. Não sei se percebeu no momento. A minha mãe se aproximou e perguntou se gostaria de tomar café. Até ela ficou surpresa por vê-lo ali àquela hora da manhã...

– Não, obrigado! – Respondeu, da mesma forma seco.

Estranhei o fato de ele estar com a mesma camisa xadrez e a mesma calça preta do dia anterior. Também parecia cansado, como se estivesse passado a noite em claro. Já eu não conseguia entender o motivo dele estar na minha casa tão cedo.

A minha mãe se afastou, e ele começou falando várias coisas. Falou da família, da faculdade, dos seus planos futuros. Vi que estava enrolando, mesmo assim não queria deixar de ouvi-lo. Acho que eu já imaginava onde a conversa ia parar. Eu tinha medo das próximas palavras dele, da minha possível reação, de uma inesperada decepção ou de ver que o meu castelo construído com tanta ilusão estaria se desmoronando.

Eu não queria saber do futuro, do que ele iria falar nos próximos segundos, não queria sentir nenhuma dor. Não naquele dia. Não causada por alguém que tanto amava.

Enquanto ele falava, a minha reação era de observar cada detalhe do rosto dele, cada gesto, expressão... Para mim, qualquer coisa que falasse com a boca ou com o corpo era um indício de para onde a conversa iria nos levar.

Acredito que desde o início eu já soubesse. Mas, como eu estava rendida... Não queria constatar o meu novo fracasso, e ter de encarar a minha mãe, meus pais, meus irmãos. E ter de explicar o motivo do fim do relacionamento, e ver nos olhos de cada um a minha imagem refletida de tristeza, o olhar de pena...

Foi quando coloquei os pés no chão para voltar a cair. Só ouvi quando ele disse:

– ... Foi muito bom, você é muito especial, mas prefiro terminar o namoro...
Chega! Não me lembro de mais nada. De bom aquele relacionamento não tinha nada. Se tinha, então por que terminar? De quem era a culpa? Qual o real motivo? Não consegui resposta para nenhuma dessas perguntas. Estava atônita, arrasada, frustrada.

E o grande Dia Dos Namorados? Acabou antes mesmo de começar.

continua...