Escrito por Nanda Bezerra
“E então não vai arranjar um namorado?”
“E você quando casa?”
“Hehe vai ficar pra titia heim!”
Olha, quanta pressão!
Outro dia mesmo me peguei falando uma dessas para minha cunhada mais
nova, que falta de tato a minha! Escapuliu! Fiquei com raiva de mim
mesma logo depois que falei… “Esperava mais de você Fernanda!” pensei.
Realmente não deve ser nada fácil suportar comentários como este.
Familiares e amigos não fazem idéia de como algo que parece tão
inocente, como os comentários a cima, podem levar uma pessoa a um estado
de ansiedade tão grande e a decisões que a farão se arrepender para o
resto da vida.
domingo, 29 de julho de 2012
sábado, 28 de julho de 2012
Desafio para as Solteiras nº8
Escrito por Nanda Bezerra
Se tem uma coisa chatinha de se fazer quando precisamos viajar são as malas.
Precisamos pensar em tudo, todos os detalhes e não esquecer de nada. Isso sem mencionar a chatice de ter que ficar no aeroporto carregando mala pra cima e pra baixo, fazer o check in e quando chegamos no local destinado, começa tudo de novo…
Vocês sabem que existe também uma bagagem sentimental?
Quando um relacionamento termina, fazemos as malas também.
Se tem uma coisa chatinha de se fazer quando precisamos viajar são as malas.
Precisamos pensar em tudo, todos os detalhes e não esquecer de nada. Isso sem mencionar a chatice de ter que ficar no aeroporto carregando mala pra cima e pra baixo, fazer o check in e quando chegamos no local destinado, começa tudo de novo…
Vocês sabem que existe também uma bagagem sentimental?
Quando um relacionamento termina, fazemos as malas também.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Desafio para as Solteiras nº7
Escrito por Nanda Bezerra
Quando era pequena tinha uma foto de quando era um bêbe de cabelo
bem curtinho, onde só se viam os olhos e cabeça, que meus pais
adoravam (claro!) e decidiram fazer dela um quadro e colocar na sala.
Para minha agonia todos que vinham visitar diziam “Gente, que olhos enormes, parecem duas jabuticabas!”
Vejam bem, ninguém falava “Que Linda!” Claro que não! Falavam das benditas jabuticabas! Tenho mágoa dessa fruta até hoje!rsrs
Para minha agonia todos que vinham visitar diziam “Gente, que olhos enormes, parecem duas jabuticabas!”
Vejam bem, ninguém falava “Que Linda!” Claro que não! Falavam das benditas jabuticabas! Tenho mágoa dessa fruta até hoje!rsrs
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Desafio para as Solteiras nº6
Escrito por Nanda Bezerra
Você está namorando e toda sua vida gira em torno desse namoro.
Para as amigas você nunca mais liga nem arranja tempo para elas, pois agora todo seu mundo está totalmente dentro desse relacionamento.
Você praticamente deixa de viver sua vida, deixa de crescer, pois agora tudo é em função dele.
É somente um namoro, mas você se entrega de tal forma que acaba se transformando em uma pessoa dependente, insegura e muitas vezes um grude.
Você está namorando e toda sua vida gira em torno desse namoro.
Para as amigas você nunca mais liga nem arranja tempo para elas, pois agora todo seu mundo está totalmente dentro desse relacionamento.
Você praticamente deixa de viver sua vida, deixa de crescer, pois agora tudo é em função dele.
É somente um namoro, mas você se entrega de tal forma que acaba se transformando em uma pessoa dependente, insegura e muitas vezes um grude.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Desafio para as Solteiras nº5
Escrito por Nanda Bezerra
Eu tinha 15 anos quando implorei ao meu pai que me deixasse namorar. Ele insistia em dizer que só depois dos 20…
Então um dia esse rapaz que eu estava gostando, veio e pediu ao meu pai, que para minha surpresa permitiu!
Mais ou menos um ano mais tarde e completamente apaixonada, descobri que ele me traía a torto e a direito, até mesmo na frente das minhas amigas que por “pena” de mim nunca falavam nada…
Eu tinha 15 anos quando implorei ao meu pai que me deixasse namorar. Ele insistia em dizer que só depois dos 20…
Então um dia esse rapaz que eu estava gostando, veio e pediu ao meu pai, que para minha surpresa permitiu!
Mais ou menos um ano mais tarde e completamente apaixonada, descobri que ele me traía a torto e a direito, até mesmo na frente das minhas amigas que por “pena” de mim nunca falavam nada…
terça-feira, 24 de julho de 2012
Desafio para as solteiras nº4
Escrito por Nanda Bezerra
Quando falamos em homem de Deus… Qual a primeira imagem que vem na sua cabeça?
Camisa social, gravata, microfone na mão e pregando sobre o altar?
Não necessariamente…
O homem de Deus não se caracteriza pela roupa que veste, nem tão pouco por estar no altar.
Lembro que depois de me converter, tinha uma idéia bem certa daquilo que queria… Casar com um homem de Deus.
Quando decidi dar um ultimato ao Júnior(meu namorado na época e hoje meu marido), era porque essa visão já existia dentro de mim e nem minhas emoções poderiam ficar no meu caminho, eu sabia o que queria e lutei muito por isso.
Camisa social, gravata, microfone na mão e pregando sobre o altar?
Não necessariamente…
O homem de Deus não se caracteriza pela roupa que veste, nem tão pouco por estar no altar.
Lembro que depois de me converter, tinha uma idéia bem certa daquilo que queria… Casar com um homem de Deus.
Quando decidi dar um ultimato ao Júnior(meu namorado na época e hoje meu marido), era porque essa visão já existia dentro de mim e nem minhas emoções poderiam ficar no meu caminho, eu sabia o que queria e lutei muito por isso.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Desafio para as Solteiras nº3
Escrito por Nanda Bezerra
Hoje ao acordar percebi que estava abraçadinha ao meu marido, gente como gosto disso!
No meu casamano é uma das coisas que mais me delicia… Me faz sentir segura, amada e certa de que estou no lugar certo.
Aí comecei a pensar nas solteiras que não tem esse prazer de acordar com o seu amor alíao seu lado…
Continuei divagando em pensamentos antes de tomar coragem de sair daquele embraço tão gostoso e fui mais longe pensando nas casadas que apesar do casamento não tem esse mesmo prazer…
sábado, 21 de julho de 2012
Desafio para as Solteiras nº2
Escrito por Nanda Bezerra
Amigas, querem saber o que é uma das coisas mais difíceis que existe?
Ouvir a verdade.
Sinceramente isso não é para qualquer um, é preciso ter estrutura,
espiritualidade e humildade suficiente para ouvir certas verdades.
Muito bem dito quando dizem que a verdade dói… E é isso mesmo, ela dói pra caramba! Mas isso não quer dizer que seja algo ruim, não muito pelo contrário.
Sabe quando alguém fala uma coisa pra você, que machuca, parece até que vai te cortar ao meio, mas no fundo você sabe que aquela pessoa tem razão?
Já aconteceu isso com você alguma vez?
E então, lembra qual foi a sua reação?
Amigas, querem saber o que é uma das coisas mais difíceis que existe?
Ouvir a verdade.
Muito bem dito quando dizem que a verdade dói… E é isso mesmo, ela dói pra caramba! Mas isso não quer dizer que seja algo ruim, não muito pelo contrário.
Sabe quando alguém fala uma coisa pra você, que machuca, parece até que vai te cortar ao meio, mas no fundo você sabe que aquela pessoa tem razão?
Já aconteceu isso com você alguma vez?
E então, lembra qual foi a sua reação?
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Desafio para as Solteiras nº1
Eu já postei a mensagem abaixo a muito tempo atrás (jun/2011)... Mas estou postando novamente para dar início ao 40 desafios para as mulheres solteiras elabora pela D. Nanda Bezerra.
Tenho certeza que vai ajudar muita gente...
Acompanhe o meu blog periódicamente e realize os 40 desafios!
Amor de Gambá
Sabe aquele desenho animado do gambá Pepe, que é apaixonado por uma gatinha preta com listrinhas como a dele?
Sempre que ele a vê seus olhinhos ficam esbugalhados e em formato de coração. Ele não a entende, pois sempre foge dele por causa do mau cheiro, mas ainda assim ele é apaixonado…
Esse é um amor impossível, pois ela é gata e ele gambá! Nunca vai dar certo!
Existe essa incompatibilidade e apesar de parecerem iguais, não são!
E isso não se pode negar…
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Coral TF Teen Timbó
Durante mais de um mês essa galera se dedicou em ensaios, aguentando os meus stress...
E eu tendo que colocar limites em tantas brincadeiras... Mas tudo valeu muito a pena!
Fizeram um ótimo trabalho... Todo esforço foi recompensado no sorriso de cada mãe que assistiu à apresentação...
Mas a maior recompensa virá do nosso Deus. Tenho certeza!!!
domingo, 13 de maio de 2012
sexta-feira, 11 de maio de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Perseverante ou Teimoso?
Que diferença há entre o teimoso e o perseverante?
Os dois são insistentes.
O teimoso persegue o mal.
O perseverante persegue o bem.
O teimoso insiste no caminho errado.
O perseverante insiste em acertar.
O teimoso, além de fraco, é orgulhoso.
Não aceita conselhos.
O perseverante, além de forte, é humilde.
Está sempre pronto para ouvir e praticar os bons conselhos.
O teimoso tem consciência de estar errado.
Mas…
Continua insistindo.
O perseverante tem consciência que sua fé funciona.
Isso porque confia na Palavra de Deus.
Sua força não lhe permite desanimar ou desistir.
E continua lutando.
Já o teimoso é cabeçudo.
A razão para continuar insistindo é uma só:
É orgulhoso.
Por conta disso, vive fracassando.
É um perdedor.
Publicador por: Bispo Macedo
segunda-feira, 23 de abril de 2012
A noiva e o Noivo
Ao longo de 14 capítulos, você
acompanhou a história de uma jovem que comete vários erros após terminar
o seu noivado. Laura, na verdade, é a personificação de todos nós, que
cometemos várias falhas com a intenção de acertar.
Certamente, você deve ter se visto em
alguma situação apresentada pela personagem, porque, sendo na vida
sentimental, ou não, erramos muito com o propósito de corrigir erros do
passado.
Assim, em outras palavras, a noiva em
questão é a Igreja do Senhor Jesus, e o noivo, Ele próprio, que sofre
tanto quanto nós quando decidimos nos afastar de Sua presença.
Laura, bem como você e eu, foi passível
de inúmeros enganos – todos em consequência do primeiro: abandonar o
Noivo. Ao longo do tempo, ela sofreu com suas más escolhas, “quebrou a
cara” muitas vezes e até entrou em depressão. O pior de tudo é que ela
não se atentava que isso era fruto do seu afastamento de Deus.
Agora, eu lhe pergunto: não é isso o que acontece conosco quando estamos longe do nosso Noivo, o Senhor Jesus?
No entanto, Laura se arrependeu a tempo e
voltou correndo para os Seus braços. Ele a perdoou e a direcionou a uma
nova vida. Da mesma forma acontece com a gente.
Se você está como a Laura da história,
errando e se iludindo a cada passo que dá e acredita que Deus não se
importa com você, saiba que o seu Noivo está à sua espera e, ao
contrário do que imagina, Ele está na expectativa de que a qualquer
momento você vá procurá-LO.
Não perca mais tempo, a Pessoa da sua vida está à sua espera.
domingo, 22 de abril de 2012
Ensaios de uma noiva - parte 14
Ainda com os olhos fechados, senti o que nunca havia sentido antes. Um abraço. Um forte e confortável abraço de amor. Jamais eu havia chorado tanto! Foi como se um filme se passasse pela minha cabeça. Lembrei-me do nosso primeiro encontro, dos momentos felizes, de quando eu terminei tudo, dos antigos namorados, da solidão, do sofrimento. Não consigo esquecer a loucura de tê-lo deixado.
Mas, naquele instante, senti-me tão
segura! Porque era como se ele soubesse da minha dor; era como se ele
pudesse me enxergar por dentro. Já eu, simplesmente, não tinha palavras.
Até porque nada do que eu dissesse, poderia ter algum sentido.
Percebi que ele me aceitou de volta. O interessante é que ele não precisou falar nada. Apenas me ouviu.
Houve um momento, porém, em que fiquei
apreensiva. Eu chorei, desabafei, implorei, e ele apenas me olhava.
Cheguei até a pensar no que eu estava fazendo ali. No entanto, percebi
em seguida que tudo se fazia necessário. E depois que atentou para cada
palavra que falei, ele, surpreendentemente, me disse:
– Eu nunca esqueci você. Todos os dias e
noites me lembrava do tempo em que passamos juntos. Da época em que
concordávamos em tudo, das nossas conversas, da nossa afinidade. Sofri
muito enquanto esteve longe. Pensei nas coisas que você poderia estar
passando, mas o que eu poderia fazer? Você não me dava uma chance. Além
disso, me angustiava sempre que sua mãe vinha conversar comigo. Ela me
contava sobre como você estava levando a vida, e isso me deixava
extremamente triste. Você não pode imaginar o quanto sofri com a sua
ausência!
– Me perdoe! Sinto-me tão culpada. Você não deveria sofrer assim.
– Não se culpe! Isso foi necessário para
que você reconhecesse o quanto estava errada. Porque tudo o que passou
serviu para o seu próprio amadurecimento. Quanto ao perdão, é claro que
lhe perdoo! Mas, espero que nunca mais voltemos a nos separar.
Acho que não preciso dizer mais nada,
não é? Neste mesmo dia, nos casamos. Sim, foi muito rápido, é verdade.
Mas, se eu já estava certa do que desejava, se já estava decidida,
porque não tomar logo uma atitude?
Vivemos, hoje, uma enorme felicidade.
Não vou dizer que não passamos por momentos de luta, mas ele sempre me
apoia e me ajuda. Sou a pessoa mais feliz deste mundo. Não porque dei um
fim aos meus problemas, já que enfrento um a cada dia, mas porque
encontrei a única pessoa capaz de me realizar por completo!
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Ensaios de uma noiva - parte 13
Quando o reencontrei estava meio
confusa. Não era uma espécie de desorientação, compaixão, mas nutria uma
carga de humilhação tão profunda que a única coisa que ainda conseguia
fazer era chorar.
A primeira lágrima caiu discreta.
Consegui segurá-la, mas era como se ela insistisse em rolar. Era como se
nem ela mesma suportasse a amargura na qual se prendia. Foi terrível
aquela sensação de solidão! Tudo o que pensava era em encontrá-lo. Já
havia sofrido demais até aquele dia.
O meu noivo, na verdade, estava à minha
espera, mas eu não o queria por perto. Estava magoada, ressentida. Não
sei bem se com ele, ou comigo mesma, pela teimosia em fazer as coisas
que queria, até desapontá-lo de vez.
Eu o amei mais do que tudo. Mas aquele
amor já me sufocava a mente e o coração. Sei que fui ingênua demais
achando que seria feliz longe dele. Disse, certo dia, que não o queria
mais. Para ser honesta, não disse, mostrei.
Um dia me disseram que gestos falam mais
do que palavras. E eu sei que o gesto que fiz, abandonando-o, disse
tudo a meu respeito.
Ele nada fez, e nada pôde fazer. Dei um
tempo – ao meu modo – naquele relacionamento unilateral. Já fazia tempo
que não me sentia amada. Na realidade, isso era uma sensação enganosa.
Não por culpa dele, mas minha. Inteiramente minha. Eu era exigente
demais, boba demais para aceitar seus conselhos.
Já ele era tão inteligente!
Aconselhava-me sobre as mínimas coisas... Mas eu fui tão fútil, tão
desonesta e infantil! Meu Deus, como suportar essa distância? Sinto-me
uma poeira longe dele. O meu primeiro amor, meu único e verdadeiro amor.
Assim que subi a escadaria de sua casa,
tive uma sensação estranha. Uma mistura de desprezo e alívio. Acho que
nunca vou conseguir explicar isso, mas, pela primeira vez, me percebi
amparada.
Disseram-me para esperá-lo. Foi o que
fiz. Sentei-me em uma confortável poltrona, e pedi a Deus que ele me
recebesse bem. Meu ex-noivo não demorou a chegar. Quando soube que eu
estava ali, veio imediatamente ao meu encontro.
Não o vi chegar.
Mas quando apareceu, já estava à minha frente e eu nem havia percebido. Estava com os meus pensamentos tão dispersos...
Bom... Não sabia bem como agir, se me
desculpava ou me derramava em prantos. Se implorava por seu perdão e lhe
pedia mais uma chance, ou saía correndo dali.
A única coisa que eu sabia, porém, era que ele queria me dizer alguma coisa. Fechei os olhos e aguardei.
continua...
sábado, 14 de abril de 2012
Ensaios de uma noiva - parte 12
Segundos. Foi o quanto durou a minha
alegria ao vê-lo em minha frente. E meses, o que durou a minha tristeza.
Assim que cruzei o corredor de casa, a minha mãe me viu entrar no
quarto, e me seguiu. Abaixei a cabeça, porque não queria olhar nos olhos
de ninguém, estava parecendo um bicho acuado. Entrei no quarto e tentei
fechar a porta. Mas, não suportei ficar sozinha. Sussurrei...
– Mãe...
É engraçado como nessas horas esquecemos
o nosso orgulho, e o nosso coração se transforma em um solo
extremamente fértil, que aceita qualquer semente que lançarem nele. O
problema é o tipo de semente. Se for boa, será para o nosso proveito,
mas se for ruim, é bem provável que nos deixe ainda mais pra baixo.
A minha mãe
foi fundamental. Esqueci-me do meu orgulho, das nossas discussões até de
alguns desentendimentos. Era como se ela já soubesse o que estava se
passando comigo. E sabia exatamente o que faltava para mim.
Foi quando ela me falou do meu ex-noivo.
Imediatamente lembrei os grandes momentos que passamos juntos, de
quando era realmente feliz e não imaginava. Ah, quanta bobagem fiz! Se
eu pudesse voltar atrás, jamais deixaria alguém que me fez tão feliz, e
que, por certo, continuaria a me fazer, por qualquer outra coisa,
qualquer sentimento ou pessoa.
Naquele mesmo dia, me arrumei e saí.
Resolvi dar uma chance ao que a minha mãe falava tanto. Vesti a mesma
calça preta e camisa bege que havia separado para comemorar aquela data
tão especial.
Não comi nada, e, para ser sincera,
estava tão desanimada, que até a vontade de tomar banho sumiu. Era como
se eu tivesse medo de que a água não fosse capaz de lavar apenas a
sujeira externa.
Desejava que ela me lavasse por dentro também, que
tirasse as angústias das minhas entranhas, mas eu sabia que era
impossível. E, se não era possível, para que água, banho? Não adiantaria
nada, eu pensava.
Mas, com o sacolejo da minha mãe, tive que cair na real. Para que sofrer mais? Por que ficar longe de alguém que tanto me ama?
Então, tomei a atitude de ir ao encontro do meu ex-noivo.
Para ele poderia ter sido uma surpresa; mas, para mim, o encontro foi mais surpreendente do que eu mesma poderia imaginar.
continua...
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Ensaios de uma noiva - parte 11
Era a primeira vez que eu passava o Dia
dos Namorados com alguém. De tão ansiosa que estava, acordei quase de
madrugada. A minha mãe até estranhou... Menos de uma hora depois, alguém
bateu à porta. Era ele.
Fiquei tão impressionada, que imaginei ser uma surpresa da parte dele. Mas aí ele disse:
– Precisamos conversar. – Assim, bem seco.
Na hora senti um gelo na espinha;
comecei a ficar nervosa, mas procurei não demonstrar. Não sei se
percebeu no momento. A minha mãe se aproximou e perguntou se gostaria de
tomar café. Até ela ficou surpresa por vê-lo ali àquela hora da
manhã...
– Não, obrigado! – Respondeu, da mesma forma seco.
Estranhei o fato de ele estar com a
mesma camisa xadrez e a mesma calça preta do dia anterior. Também
parecia cansado, como se estivesse passado a noite em claro. Já eu não
conseguia entender o motivo dele estar na minha casa tão cedo.
A minha mãe se afastou, e ele começou
falando várias coisas. Falou da família, da faculdade, dos seus planos
futuros. Vi que estava enrolando, mesmo assim não queria deixar de
ouvi-lo. Acho que eu já imaginava onde a conversa ia parar. Eu tinha
medo das próximas palavras dele, da minha possível reação, de uma
inesperada decepção ou de ver que o meu castelo construído com tanta
ilusão estaria se desmoronando.
Eu não queria saber do futuro, do que
ele iria falar nos próximos segundos, não queria sentir nenhuma dor. Não
naquele dia. Não causada por alguém que tanto amava.
Enquanto ele falava, a minha reação era
de observar cada detalhe do rosto dele, cada gesto, expressão... Para
mim, qualquer coisa que falasse com a boca ou com o corpo era um indício
de para onde a conversa iria nos levar.
Acredito que desde o início eu já
soubesse. Mas, como eu estava rendida... Não queria constatar o meu novo
fracasso, e ter de encarar a minha mãe, meus pais, meus irmãos. E ter
de explicar o motivo do fim do relacionamento, e ver nos olhos de cada
um a minha imagem refletida de tristeza, o olhar de pena...
Foi quando coloquei os pés no chão para voltar a cair. Só ouvi quando ele disse:
– ... Foi muito bom, você é muito especial, mas prefiro terminar o namoro...
Chega! Não me lembro de mais nada. De
bom aquele relacionamento não tinha nada. Se tinha, então por que
terminar? De quem era a culpa? Qual o real motivo? Não consegui resposta
para nenhuma dessas perguntas. Estava atônita, arrasada, frustrada.
E o grande Dia Dos Namorados? Acabou antes mesmo de começar.
continua...
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Ensaios de uma noiva - parte 10
Já havia passado muito tempo desde que
terminara o namoro com o Pedro. Faz mais ou menos 3 anos que não me
envolvia com alguém. Precisava de um período calmo na minha vida.
Aproveitei para me dedicar aos estudos, trabalhar, mas me bateu aquela
carência típica de uma pessoa vazia.
Vazia de amor e atenção, certamente.
Em casa, a minha mãe só sabe falar: “Não
se preocupe, que você é jovem e logo vai aparecer alguém para lhe
preencher.” Cheguei até a acreditar nisso, mas não fazia mais sentido
pra mim.
Até que um dia, participando de uma
monitoria na faculdade, conheci um rapaz extremamente simpático. Ele
havia terminado um namoro e parecia bastante carente também. Nós
conversávamos sobre tudo, e vimos que tínhamos muita coisa em comum.
Dias depois, um amigo em comum nos
convidou para participar de um evento. Eu fui e lá nos encontramos.
Quando saímos, parecia que nos conhecíamos há muito tempo. É claro que
isso foi um fator importante para começarmos um relacionamento, mas o
fato de eu estar só e ele carente por causa da ex, foi o que pesou mais.
Nunca havia tido um namorado assim. Acho
que você já deve ter me visto dizer isso antes. Não é que eu esteja
repetindo, mas isso mostra que todas as pessoas têm qualidades muito
boas e por isso não dá para dizer que nunca mais vamos encontrar alguém.
Nele, por exemplo, encontrei qualidades
que jamais havia visto antes em nenhum outro. Desculpe se até agora você
não sabe o nome dele, mas é que prefiro não mencionar.
Nós tínhamos um namoro normal, íamos ao
cinema, a lanchonetes, restaurantes, saíamos com amigos e conversávamos
muito, principalmente sobre o futuro. Eu imaginava tanta coisa!
Até que começamos a nos organizar para o
Dia dos Namorados. Já estava próximo. Eu jamais havia passado esta data
acompanhada. “Que azarada”, eu pensava... “Todas as minhas amigas
passeando com seus namorados e eu sozinha, vendo filme na tevê ou
cozinhando para a minha família...”
Porém, nesse ano foi diferente. O melhor e o pior ano da minha vida até então.
O dia 11 chegou e saímos para dar uma
volta. Ele estava vestido com uma camisa xadrez e uma calça preta. Já eu
usava vestido. Sempre achei feminino usar vestido. Sinto-me bem
trajando este tipo de roupa.
Preparamos tudo: o que fazer no Dia dos Namorados, para onde ir, o que um gostaria de ganhar do outro, enfim.
Era um sonho! “Passar uma data tão especial ao lado de alguém mais especial ainda, é inacreditável!”, eu falava sozinha.
Mas o grande dia chegou, e com ele, uma terrível notícia.
continua...
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Ensaios de uma noiva - parte 9
Fiquei muito decepcionada com tudo o que
passei nos últimos tempos. Resolvi me dedicar a mim mesma, aos meus
estudos e à minha família.
Bem, é sempre isso o que falamos quando
terminamos um relacionamento, não é? Queremos e fazemos o possível para
focar nossos pensamentos na carreira profissional ou nas pessoas que nos
amam, e que recebem tão pouco por esse amor.
Até a uma igreja comecei a ir novamente.
Conheci pessoas, fiz amizades, parei com as baladas e me dediquei aos
meus estudos a valer. Mas, que dúvida cruel!
Entrei em um curso na faculdade, mas
logo me bateu uma indefinição se deveria prosseguir nessa escolha.
Então, o abandonei. Entrei em outro curso, e de novo veio a dúvida se
deveria seguir esta carreira.
Apesar de infeliz, resolvi continuar. E
por estar sem rumo, também saí da igreja. No entanto, decidi terminar o
curso, mesmo não gostando dele. Não queria frustrar meus pais com as
minhas indecisões. É incrível como ficamos rodando, rodando e não
conseguimos chegar a um ponto fixo. Nenhum apoio, nenhum conselho bom o
suficiente para me dizer por onde seguir. Nada!
Às vezes me pergunto se não haverá um
dia em que todas essas coisas vão passar. Não consigo encontrar uma
pessoa legal para mim, ou sequer ser feliz no curso que escolhi.
Não é culpa da faculdade, da minha
família ou de quem quer que seja. Sei disso. E sei também que tudo isso é
uma consequência causada por mim mesma, pelas minhas atitudes passadas,
pelas minhas escolhas erradas.
É muito difícil reconhecer isso. É mais
simples culpar alguém próximo ou distante, uma pessoa ou uma situação,
outro ser humano ou mesmo Deus.
continua...
Assinar:
Postagens (Atom)