terça-feira, 10 de abril de 2012

Ensaios de uma noiva - parte 8

Depois daquela paquera com o meu colega de faculdade, fiz questão que Pedro soubesse. Falei para ele, como se fosse o abalar. De fato o abalou, não porque foi traído, mas porque se decepcionou com a minha pessoa. Ele realmente acreditava que eu era “diferente”, por isso estava sentindo remorso por ter feito o que fez comigo. De novo dei um passo errado.

Se eu ficasse na minha, se apenas tivesse terminado o namoro e pronto, sairia da relação com a cabeça erguida, sabendo que a “vítima” era eu, e procuraria reunir forças para focar em outra coisa até o meu coração se aquietar novamente. Quem sabe assim não conseguiria olhar outras coisas por outro ângulo? Mas fiz tudo errado!

Saí do relacionamento como a vilã. E por isso lamento muito – não por Pedro, mas por mim mesma.
É aí que a minha mãe entra novamente na história. Ela sempre vê o meu sofrimento, por causa disso, vez ou outra toca no nome do meu ex-noivo. Fala o quanto eu era feliz ao lado dele, que via um brilho nos meus olhos, que sentia orgulho por eu ser uma pessoa que estava trilhando “o caminho da felicidade no amor”, como ela costuma dizer.

Até hoje ela se pergunta por que eu o abandonei.

– Não sei, mãe. – é só o que consigo responder.

Na verdade, analisando essa pergunta, não sei responder a mim mesma. Dizem que o amor nunca acaba, nunca morre, mas comecei a acreditar que havia acabado sim. Então, a minha mãe disse que na verdade eu jamais o amei.

Não questionei, porque acho que tem razão.


Sinto tanta falta dele, mas não consigo voltar. Eu sei que se a qualquer momento o procurar, ele estará apto a me ouvir, me entender e até me aceitar de volta, mas acho que o meu orgulho é maior.

Não sei por que fazemos isso!

Parece que eu gosto de sofrer. É claro que não gosto, mas eu também não faço nada para acabar com este sofrimento. Porque é mais fácil ouvirmos os conselhos dos amigos, que muitas vezes conhecemos em uma balada ou em qualquer outro lugar, do que dos nossos pais. É mais cômodo aguardar o próximo passo do outro do que darmos o nosso próprio. É mais tranquilo ouvir o nosso coração do que colocar a cabeça pra funcionar. E é “bem melhor” se iludir insistindo em algo, acreditando que vamos conseguir virar heroínas por mudar os outros, do que renunciar a esta ilusão.

O melhor mesmo é dar um tempo.

continua...

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Ensaios de uma noiva - parte 7

Sofri muito com aquela descoberta inesperada de que meu namorado estava me traindo com a ex. Não sei bem se fiquei triste com a confirmação da traição ou com o fato de ter insistido tanto no relacionamento. Eu, de verdade, acreditava que a minha mãe estava errada e que era apenas implicância dela, por isso teimava tanto nesse namoro.

Só de imaginar que, enquanto sofria pelo meu namorado, talvez ele e a outra ficassem rindo de mim pelas costas, me dava uma indignação tão grande, que a única coisa que passava pela minha cabeça era dar o troco. Isso não é o certo a fazer, mas por falta de orientação de um amigo de verdade, acabei enveredando por esse caminho nada bonito para uma moça.
Resolvi fazer o mesmo que ele havia feito comigo. Em outras palavras, me vinguei. Mas não me orgulho disso, tampouco me sinto vitoriosa por vê-lo com “dor de cotovelo” por minha causa. Eu não tinha o direito de lançar a minha dignidade a um nível tão baixo!

Em um desses réveillons, esperei o Pedro voltar de viagem. Ele havia ido para a praia – segundo ele, sozinho. Sinceramente não acreditei. Eu poderia ter terminado o namoro, simplesmente, mas na verdade não queria, ainda gostava muito dele. É nessas horas que sofremos mais, porque ao invés de usarmos a razão, colocamos nosso sentimento em primeiro lugar. Se eu tivesse pensado, veria que ele não era a pessoa certa para mim, que estava apenas me usando e me fazendo de boba. Mas não, queria continuar naquele relacionamento, achando que com o meu jeito meigo e educado poderia surpreendê-lo e transformá-lo em um novo rapaz, no tipo de namorado que eu sempre desejei.

Às vezes, nós fazemos isso: achamos que o nosso jeitinho vai mudar alguém, que ele vai se apaixonar pela gente e por isso se tornará aquele cara maravilhoso dos filmes.

É tanto engano! Mesmo assim não conseguia enxergar isso. Estava iludida, apaixonada, enganada pelas minhas emoções, e elas me faziam sentir paixão e raiva por ele. Foi aí que, mesmo namorando com ele, fiquei com um rapaz da faculdade. Dizem que um abismo chama outro. Acredito nisso, porque esse rapaz apareceu no momento em que mais me encontrava frágil e sensível. Ele também tinha namorada, mas se aproximou de mim. Com palavras carinhosas foi me envolvendo, insistindo, até que paqueramos.


continua...

domingo, 8 de abril de 2012

Ensaios de uma noiva - parte 6

Não entendi muito bem aquela situação. Bianca era uma moça magra, tinha uma estatura baixa, cabelos longos e escuros, mas com uma firmeza tão grande na voz que me pareceu ser uma pessoa de bastante personalidade.

– Gostaria de conversar com você. – ela falou com um tom pra lá de altivo e me olhando bem no fundo dos olhos. Ao lado dela, havia uma senhora de aparência frágil. Mais tarde soube que era sua mãe.
Confesso que pela forma ríspida com que falou comigo, como se eu fosse uma intrusa na vida dela, acabei dizendo que não ia falar com ninguém. Mas, a minha mãe, claro, tentando remediar a situação, abriu o portão e pediu para que as duas entrassem.

Eu já imaginava que ela, na verdade, era a ‘ex-namorada’ do meu namorado, mas a minha mãe, que já torcia pelo fim do nosso relacionamento, por achar que eu “merecia coisa melhor”, achou prudente ouvir o que a moça tinha a me dizer.

Pois bem! Ela iniciou, sentando na ponta da cadeira e cruzando as pernas:

– Bom... Eu sei que você está namorando o Pedro... Pra mim, isso é uma loucura, porque ele não te valoriza. Você sabe que eu já tenho um filho de 2 anos com ele, não sabe? Pois é, agora estou grávida novamente.
­

– O quê???

– Ué, ele não te contou? Vocês não são namorados? Pensei que no relacionamento de vocês existisse sinceridade... 

–“Quanta ironia!”, eu resmungava por dentro.

Aquilo acabou comigo!

– Olha – eu disse – não acredito em nada do que você está falando. Se isso fosse verdade, ele já teria me dito. Talvez ele nem saiba dessa gravidez. Além do mais, como ele pode ter certeza de que o filho é realmente...

– O problema, querida – ela me interrompeu abruptamente – é que ele já sabe que estou grávida. Sabe por quê? Porque antes mesmo de vocês terem iniciado esse namoro, saímos várias vezes. Você é uma boba, me desculpe...

Nem preciso falar como me senti... Sem falar que ela contou várias conversas que eu tinha com ele. Como ela poderia saber tantos detalhes?

– Ele me conta tudo o que você fala pra ele...

Eu já havia chegado ao meu limite. Já que ela não ia embora, eu mesma saí pra não entrar no jogo dela. Mas isso me enfraqueceu tanto... Não foi nem a afronta dela, mas o fato de ter sido tão estúpida, a ponto de brigar com a minha mãe, ignorar os conselhos do meu pai e enfrentar a tudo e a todos para entrar de cabeça em uma relação que só iria me fazer sofrer.

Por que isso acontece? Por que insistimos em quebrar a cara, quando a gente, no fundo, sabe que insistir não vai adiantar?

Logicamente, fui tirar satisfações com o Pedro. E ele, evidentemente, negou tudo. Apesar de jurar que ela havia inventado tudo aquilo, não conseguiu explicar como ela sabia de nossas conversas particulares. Bem que tentou, mas eu só conseguia ver cinismo nele.

Foi aí que resolvi dar o troco...

continua...

sábado, 7 de abril de 2012

Ensaios de uma noiva - parte 5

Tenho conhecido muitas pessoas. A cada dia, a cada amanhecer minhas forças tentam se renovar. Apesar das decepções anteriores, procuro não pensar no que outras futuras amizades podem fazer a mim. Tirei tudo como um grande aprendizado.

Nas últimas semanas saí e me diverti muito. Até ingerir altas doses de bebida fiz, só para ver se me comporto socialmente. Parece brincadeira, mas não me lembro de quase nada do que fiz. Acho que meus amigos também não se importaram. O problema é à noite, é quando me deparo comigo mesma. Tenho medo desses momentos. Não suporto a ideia de me enxergar, analisar a minha vida. Sei que a fuga não é o melhor caminho, mas para mim é o mais fácil.

Outro dia conheci um rapaz. Ele tem uma vida meio complicada, mesmo assim resolvi insistir. Não sei por que fazemos isso. Não sei por que insistimos em nos envolver numa relação bastante passível de dar errado...

Ainda assim entrei de cabeça. Engraçado... Antes, a única coisa que sentia por ele era uma atração remota, como se nunca houvesse a possibilidade de um relacionamento. Mas isso foi mudando. Ele se aproximou de mim, começamos uma amizade, e então, quando me vi, já estava presa àquele sentimento.

Paixão!

Ele tinha um filho de dois anos e uma ex-namorada que eu não conhecia, mas que começou a infernizar a vida dele. Por aí você vê em que o meu namoro se transformou. A minha mãe, sempre preocupada, só sabia dizer: “Ele não é pra você!”

Mas eu não acreditava. Impossível acreditar. Estava perdida e apaixonada. Ele era muito romântico, dedicado e se preocupava demais comigo. Às vezes, me sentia de lado com a presença constante do filho que teve com a ex-namorada, mas pra mim nada podia nos abalar.

Doce engano. Meus problemas não haviam nem começado. Foi quando um dia abri a porta da minha casa e dei de cara com uma mulher.

– Você é a Laura?

– Sim, por quê?

– Sou a Bianca, a NAMORADA do Pedro.


continua...

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Ensaios de uma noiva - parte 4

Depois daquele namoro frustrado, mais um por sinal, pensei se não havia feito uma grande bobagem. Porque enquanto estive noiva, me sentia segura e forte. Não sei o que me deu, não sei bem se o que fiz foi realmente a melhor solução. Às vezes fazemos as coisas sem pensar e falamos sem sequer medir o peso de nossas palavras.



Não falei nada com o meu noivo, aliás, era sempre ele que procurava me dizer algumas coisas, mas como deixei o orgulho e as amizades tomarem conta de mim, achei que não mais precisava dele, e que tudo o que me falava eram meras palavras de uma pessoa preocupada.

‘Sabe de uma coisa...’, eu pensava, ‘...ainda sou muito jovem para poder me comprometer com alguém. Acho que não tenho maturidade suficiente para assumir um relacionamento tão sério. 
Até porque casamento não é qualquer tipo de relação que você assume depois diz que não quer mais.’


Meus encantos e minhas ilusões começaram exatamente aí, com uma sensação de liberdade. Apenas sensação, porque eu não posso dizer que sou livre se não consigo dominar as minhas próprias vontades, ou melhor, os meus desejos. Foi aí que vi que as nossas escolhas ditam as regras. Se eu escolho a opção correta, vou me dar bem, mas se escolho a errada, é certo que vou me decepcionar. É sempre assim, dançamos conforme a música que escolhemos. E nem adianta querer culpar alguém, pois há sempre quem nos avise e nos aconselhe para o bem.

Mas eu não ouvi ninguém. Nem noivo, nem pais, nem amigos sinceros. Ouvi apenas a mim mesma, aos meus sentimentos mais íntimos, porque julguei estar certa, quando estava completamente errada.

E agora? Volto ao meu querido noivo? Ele ainda me aguarda, como alguém que espera por uma nova chance? Penso em voltar, mas às vezes acho que não é justo procurar por ele só quando estou precisando.

Ando muito indecisa. Não sei se dou um basta neste sofrimento de uma vez, ou se tento suportar um pouco mais. Tenho amigos e a cada dia conheço mais e mais pessoas. Isso me distrai, embora eu não saiba lidar com algumas situações inesperadas.


continua...

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Ensaios de uma noiva - parte 3

Beto estava estranho havia algumas semanas. Chamava-o para passear ou para uma simples conversa, mas sempre me ignorava. Recusava completamente. Sheila, porém, estava sempre presente.

No início, era como uma amiga. Elogios à minha pessoa não saíam de sua boca, e os agrados eram constantes. Lembro-me de uma vez em que estávamos conversando junto com outros amigos. A maioria de suas palavras era dirigida a mim, sempre elogiando ou tentando me satisfazer com pequenas lembrancinhas. Sempre me achei um pouco boba, e no início acreditava que aquilo era uma forma de demonstração de sua amizade.


Mas comecei a perceber coisas, e passei a traçar um paralelo entre o jeito dela e o jeito do meu namorado. Os dois estavam muito estranhos – cada um a seu modo, claro, mas como sempre ficava de longe, vi o que estavam tentando esconder de mim.

Como seria possível? Ela é minha amiga, me dá presentes, me defende, sempre quer estar perto de mim, e me joga nas alturas com suas palavras incentivadoras. Como ela pode fazer uma coisa dessas comigo?

Um dia eu descobri como. Saímos juntas da igreja – uma igreja tradicional que frequentávamos –, Beto estava junto também. Ele sequer queria falar comigo. Estava tão frio quanto uma pedra de gelo – eu sei que essa comparação é muito batida, mas falo isso para que você compreenda o grau de frieza dele. Próximo à porta, falei:

– Precisamos conversar, Beto.

A esta altura, Sheila também estava fria. Já não mais me visitava, ignorava meus telefonemas e, quando me via, fingia que não estava ali. Até mudar o caminho ela passou a fazer, só para não se deparar comigo. Fiquei muito confusa. Até que compreendi tudo.

– Estou muito ocupado agora. Preciso resolver um assunto na casa da minha tia – ele respondeu, abaixando a cabeça. Sequer me olhou nos olhos. Sheila, no entanto, estava ao seu lado, e tão próxima a ele, que pude ver a mão dela tocando a dele.
Não acreditei, mas, ao mesmo tempo, a minha mente foi se abrindo, e todas as situações de agrado e elogios me vieram à mente.
Entendi tudo. Eles estavam juntos. Ela, a minha grande amiga, e o meu namorado. Dupla traição. Dupla decepção!

Não sei se você já passou por isso, mas a vontade que tive foi de avançar nos dois. Mas aí eu vi que estava na rua e enfrentando a expectativa dos que nos conheciam. Imagino que desejavam ver um “barraco”. Mas me contive. E tive que conviver com aquele desapontamento por várias semanas e novamente voltar às minhas tristezas de final de relacionamento.

continua...

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Ensaios de uma noiva - parte 2

Era para ser um dia de descanso, afinal no domingo acontecem tantas coisas, há tantos convites. Mas estava chato. Um dia muito chato e sem ter nada para fazer.

A gente fica zapeando os canais de televisão e tudo o que se vê são pessoas que se dizem mais felizes, mais bonitas e mais inteligentes do que a gente. Com raríssimas exceções.

Nesse domingo, o telefone não tocou, ninguém me chamou e, pra falar a verdade, também estava torcendo para que isso acontecesse. Mas, o engraçado, é que quanto mais me aquietava, mais a minha mente funcionava sem parar – parece a relação inversamente proporcional da matemática.

Foi nesse instante que me lembrei da época em que fui noiva. Não sei se você já se sentiu como um peixe fora d’água e sem forças para puxar o fôlego. Eu me senti exatamente assim. Depois dele, tentei me aventurar em outros relacionamentos desconexos, mas que para mim faziam todo o sentido. Como o Beto.

Beto era um daqueles rapazes ‘legais’. No início, nem estava muito interessa nele, porém a insistência de minhas amigas já estava me incomodando. Sempre havia uma que dizia: “Deixa de ser boba! Não está vendo que ele está interessado em você?” E como eu estava mais pra sim do que pra não, aceitei todas as sugestões.


Mas o namoro durou tão pouco. Se chegou a uns três meses foi muito – e não estou exagerando! Logo no início, ele era bem romântico, depois, porém, foi se mostrando distante e insensível.
Comecei, então, a me culpar. “Deve ser o meu jeito”; “Não, é porque eu engordei um pouco”; “Ai, com certeza foi por causa da nossa última conversa”, e assim ia. Eu vi, no entanto, que não era nada disso. Não tinha a ver comigo, e o que descobri em seguida, foi o que me deixou mais chocada.

continua...

terça-feira, 3 de abril de 2012

Ensaios de uma noiva - parte 1

Hoje eu acordei mais cedo que os outros dias. Não sei bem o que está acontecendo, mas não é de agora que não consigo ao menos dormir bem. Aliás, esse tem sido um dos meus dilemas. Acordo no meio da noite e não consigo mais sonhar. Está tudo escuro, e o meu receio parece sempre se concretizar.

Até saí com alguns amigos, dias atrás. Fui com a minha prima a uma balada de final de semana. O lugar parecia interessante. Havia muitos garotos e moças bem vestidas, mas o meu espírito não estava muito para curtição. Eu até queria conhecer outras pessoas, interagir, mas minha prima tomava a atenção de todos para si. Também, com aquele vestido preto - que na verdade era um top de outra prima -, fazia toda a diferença nos olhares dos demais. Eu fiquei de longe. Percebi que não eram para ela que olhavam, mas para o seu corpo – o seu lindo corpo escultural de mulata legitimamente brasileira.



Bia, porém, estava tão empolgada que nem percebia os olhares mais indiscretos. Ou será que percebia e não ligava? Bem, não sei, mas certamente conseguimos conhecer várias pessoas. E durante a noite toda tudo o que rolava eram alguns goles de álcool e muita dança. Bia parecia à vontade, mas algo dizia que nem tanto.

Parece que é assim, sempre que acho estar bem, rodeada de pessoas aparentemente boas, é como se tudo aquilo fosse uma verdadeira farsa. Tudo uma mentira tão incisiva e milimétrica que fica impossível enxergar a olho nu. Porque é uma mentira que vem de dentro, e por isso, imperceptível.

Quando amanheceu, voltamos para casa. Dormi e acordei mais de meio-dia. Que coisa, nunca havia dormido tanto, eu acho, mas foi uma parte do dia que se foi e não precisei lidar com os meus problemas. Não precisei me justificar, nem lamentar. Apenas dormi. E dormi tanto para descobrir que nos sonhos as mentiras tornam-se verdades.


Mas hoje foi diferente. Nem o sono me quer mais. Seria isso uma espécie de depressão? Não creio, deve ser apenas um vazio mesquinho que logo passará.

continua...

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A História de Laura

Laura é uma jovem que terminou o seu noivado com um homem admirável. Ela nem sabe o motivo dessa decisão, tampouco compreende que o distanciamento foi acontecendo aos poucos, e de forma tão delicada, que, quando percebe, já se encontra longe demais dele. Laura passa a querer preencher essa falta, mas a sua tristeza, no fundo, é saber que o seu amor não está nos lugares onde procura. O dilema de Laura é tentar reencontrar o seu amado, que um dia foi desprezado, e que ela teme agora rejeitá-la.

Acompanhe meu blog nos próximos dias para conhecer mais essa história... Ensaios de uma Noiva.


Fonte: http://www.arcauniversal.com/comportamento/reflexao/

sábado, 31 de março de 2012

HOSPITAL PSIQUIÁTRICO - O teste da banheira.

Durante a visita a um hospital psiquiátrico, um dos visitantes perguntou ao diretor:
- Qual é o critério pelo qual vocês decidem quem precisa ser hospitalizado aqui?

O diretor respondeu:

- Nós enchemos uma banheira com água e oferecemos ao doente uma colher, um copo e um balde e pedimos que a esvazie. De acordo com a forma que ele decida realizar a missão, nós decidimos se o hospitalizamos ou não.

- Ah! Entendi. - disse o visitante. Uma pessoa normal usaria o balde, que é maior que o copo e a colher.

- Não! - respondeu o diretor - uma pessoa normal tiraria a tampa do ralo.
O que o senhor prefere? Quarto particular ou enfermaria?- E GRITA!! - ENFERMEIRAAAA, TRAZ A CAMISA DE FORÇA .

Dedicado a todos que escolheram o balde.
" A vida tem muito mais opções, nem sempre o que lhe oferecem é o correto, pense antes de agir."

sábado, 24 de março de 2012

Todo aquele que faz milagre é de Deus?


Quem crê em Deus, crê em milagres.
Quem crê em Jesus, como diz a Bíblia, crê que Ele faz milagres hoje como fez no passado. Afinal, Ele prometeu isso e disse que os sinais seguiriam aos que creem.
Em todos os milagres de Jesus vemos apenas uma condição para o recipiente recebê-los: fé. Não era necessário mérito, santidade, religiosidade, nem mesmo ser judeu ou gentio. Quem cria, recebia. Nisso vemos a misericórdia de Deus, que facilita o recebimento de um milagre por qualquer pessoa desde que ela creia nEle.
Mas também vemos algo importante nas Escrituras com respeito aos milagres: Nem todos os que faziam milagres eram de Deus.
Judas fazia milagres e expulsava demônios. Também roubava a oferta, mentia, e ainda traiu Jesus e se suicidou. Os magos de Faraó no Egito também transformaram seus cajados em cobra, como fez Moisés.
O Senhor Jesus nos alertou sobre tais fazedores de milagres:
“Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade.” Mateus 7.22,23
Claramente, vemos que MUITOS são os que fazem MUITOS milagres em nome de Jesus, mas, ao mesmo tempo, são praticantes de iniquidade.
Como pode isso?
Pode sim, pois quem faz o milagre é Deus, e não o suposto milagreiro. Uma vez Deus usou um burro para falar, e até um feiticeiro para abençoar!
Deus é Deus e usa quem Ele quiser, para o fim de abençoar o que crê n’Ele!
Lembre-se, a única condição para receber um milagre é a fé. Portanto, se eu for o pior pecador, até mesmo um bandido, enganador e mentiroso, mas pregar a Palavra de Deus para o sofrido (ainda que por interesse próprio), e o sofrido crer na Palavra, o milagre acontecerá. Mas veja: isso não quer dizer que o meu ministério é de Deus e nem que eu sou de Deus.
Todo o que é de Deus tem autoridade para fazer milagres.
Mas nem todo o que faz milagres é de Deus.


Bispo Renato Cardoso

terça-feira, 6 de março de 2012

A verdade

Certa vez, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Ele acordou assustado e mandou chamar um sábio para que interpretasse o sonho.
   - Que desgraça, senhor! - Exclamou o sábio - Cada dente caído representa a perda de um presente de vossa majestade.
O sultão, por sua vez, ficou muito irritado com a resposta.
   - Mas que insolente! - Gritou o sultão - Como se atreve a dizer tal coisa?
Ele chamou os guardas e mandou que lhe dessem cem chicotadas. Mandou também que chamassem outro sábio para interpretar o mesmo sonho.
Já o outro sábio disse o seguinte ao sultão:
   - Senhor, uma grande felicidade vos está reservada! O sonho indica que ireis viver mais que todos os vossos presentes.
A fisionomia do sultão iluminou-se e ele mandou dar cem moedas ao sábio.
Quando este saia do palácio, um cortesão perguntou:
   - Como é possível? A interpretação que você fez foi a mesma do seu colega. No entanto, ele levou chicotadas e você, moedas de ouro!?
   - Lembre-se sempre amigo - respondeu o sábio - tudo depende da maneira como se diz as coisas. E esse é um dos grandes desafios da humanidade. É daí que vem a felicidade ou desgraça; a paz ou a guerra. 
A verdade sempre deve ser dita, não resta a menor dúvida. A forma como ela é dita é que faz toda a diferença.
A verdade pode ser comparada a uma pedra precios: se a lançamos no rosto de alguém pode ferir e provocar revolta; mas, se a envolvemos numa delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceita com facilidade.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A história de Chico Mineiro

Era uma vez um certo homem chamado Francisco que vivia no interior de Minas Gerais, apelidado de Chico Mineiro. Nos seus 30 anos de idade, jamais tinha deixado a roça. Gostava da vida pacata e tranquila e não tinha qualquer ambição de se mudar para a "cidade grande".
Mas ocorreu, porém, que o destino tornou inevitável sua viajem para o Rio de Janeiro: era o casamento de Antônio, um velho amigo de infância.
Não foi fácil para Chico deixar os limites de sua pequena cidade e partir em viajem. Estava mesmo apavorado, mas não podia deixar de ir. Levantou-se bem cedo, tomou um banho caprichado e preparou sua melhor roupa para não fazer feio.
De onde morava até a estação de trem em Muriaé, levava horas e o trajeto tinha de ser vencido na base da charrete, único meio de transporte disponível.
Quando chegou na estação, viu a estrada de ferro. Era a primeira vez que estava ali e, na sua simplicidade, achou que as pessoas caminhavam sobre aqueles trilhos, parando de vez em quando nas estações para descançarem. 
Seus pensamentos foram interrompidos pelo barulho ensurdecedor da locomotiva, além do apito que o maquinista lançava no ar para avisar sua aproximação.
Chico saiu desesperado e só parou de correr quando estava no alto de um monte próximo. Por detrás de uma árvore viu aquele "monstro de aço" fumegando vapor. Seu corpo tremia de cima a baixo.
O trem partiu e Chico ficou. Jamais iria "num troço daqueles". Mas, quase que por um milagre, Chico chegou ao Rio de Janeiro na carona de um caminhão de leite que seguia para uma Cooperativa de Produtores de Leite.
Ao andar pelas ruas do Rio, buscando um presente para os noivos, viu na vitrine de uma loja de brinquedos um treizinho elétrico que corria veloz pelos trilhos de uma minuscula via férrea, montada ali estratégicamente para chamar a atenção das crianças.
Num excesso de fúria, Chico passou a mão no primeiro pedaço de madeira que encontrou e, com violentas pancadas, destruiu a pequena locomotiva, os vagões, a linha, enfim, todo o brinquedo.
Assustado, o dono da loja correu para detê-lo, mas era tarde. "O senhor é louco? Qual a razão dessa estupidez?", berrava o comerciante.
"Tô loco não, seu moço! Essa praga a gente tem que matá enquanto tá pequena assim. Depois que cresce, não tem um que dê de conta!", respondeu o simplório Chico Mineiro.

Essa simples história mostra que muitas vezes enfrentamos problemas quase inreversíveis em nossas vidas porque quando eles inicam  ainda minúsculos não damos importância e por isso não fazendo o que deve ser feito para que este seja cortado da nossa vida desde a raíz.

"Fugi de toda aparência do mal." (1Tessalonicenses 5.22)
nses 5:21-22

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Os bons e os maus olhos na Igreja – Você enxerga o que quer enxergar!


Certa vez uma senhora olhou as esposas de pastores de uma certa igreja, estavam todas sentadas juntas, e comentou: "Olha só que coisa, pensam que são melhores que as outras pessoas, não se misturam!"
No mesmo dia, outra senhora vendo a mesma cena comentou: "Olha só que lindo! Todas as esposas sentadas juntas, isso que chamo de união!"
Em outra ocasião, a esposa do pastor estava bem arrumadinha e uma senhora comentou com a que estava a seu lado: "Olha só, sempre arrumadinha, quer aparecer…"
Uma jovem olhou para a mesma esposa e comentou: "Quero ser como ela! Mulher de Deus, linda por dentro e por fora."
Um dia, mudaram os pastores daquela igreja e a nova esposa chegou para a reunião, mas ela não havia tido tempo de ir em casa se arrumar. A mesma senhora olha para a nova esposa e comenta com a amiga: "Olha só que coisa mais feia, que falta de consideração, nem se arrumou para vir à igreja. Envergonhando a Deus e ao marido dela!"
Uma jovem a olha e pensa: "Ela parece cansada, que Deus lhe dê forças."
Sabe qual a moral da história?
"Se seus olhos forem bons, todo seu corpo será luminoso."
"Os lábios falam do que está cheio o coração."
"Olhos podres, lábios podres. Olhos bons, lábios doces."

Venha neste Domingo participar do Domingo do Casamento com Deus, onde estaremos fazendo uma aliança com Ele.

Reuniões às: 7:00h; 09:30h e 18:00h.


Cenáculo do Espírito Santo

Rua 106, 131 (esquina com Av. "A") - Conj. Timbó, Maracanaú CE

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Um copo de leite

Um dia, um rapaz pobre, que vendia mercadorias de porta em porta para pagar seus estudos, viu que só lhe restava uma simples moeda de dez centavos e tinha fome. 
Decidiu que pediria comida na próxima casa, porém seus nervos o traíram quando uma encatadora mulher jovem lhe abriu a porta. Por isso, ao invés de comida, pediu-lhe apenas um copo com água.
Ela, por sua vez, observou que o jovem parecia faminto e assim lhe deu um grande copo de leite, que ele bebeu devagar.
   - Quanto le devo?
   - Não me deve nada! - respondeu ela - minha mãe sempre nos ensinou a nunca aceitar pagamento por uma oferta caridosa.
Ele disse:
   - Pois eu te agradeço de todo o meu coração.
Quando Robert Kary saiu daquela casa, não só se sentiu mais forte fisicamente, como também sua fé em Deus e nos homens ficou mais forte. Ele já estava resignado a se render e a deixar tudo.
Anos depois essa jovem mulher ficou gravemente doente. Os médicos locais estavam confusos. Finalmente a enviaram para a cidade grande onde chamaram um especialista para estudar sua rara enfermidade. Chamaram o Dr. Robert Kary para examiná-la.
Quando escutou o nome do povoado de onde ela viera, uma estranha luz encheu seus olhos. Imediatamente, subiu do vestíbulo do hospital a seu quarto. Vestido com a sua bata de médico, foi ver a paciente e a reconheceu imediatamente e saiu dalí determinado a fazer o melhor para salvar aquela vida. A partir daquele dia, dedicou atenção especial àquela paciente.
Depois de uma demorada luta pela vida dela, ganhou a batalha e ela ficou curada. O Dr. Kary pediu a administração do hospital que lhe enviassem a fatura total dos gastos para aprová-la. Ele a conferiu e depois escreveu algo e mandou entrega-la no quarto da paciente.
Ela tinha medo de abri-la, porque sabia que levaria o resto da sua vida para pagar todos os gastos. Mas finalmente abriu a fatura e algo lhe chamou atenção, pois estava escrito o seguinte: "Pago totalmente, faz muitos anos, com um copo de leite. Dr. Robert Kary". 
Lágrimas de alegria correram de seus olhos e seu coração, feliz, orou assim: "Graças, meu Deus, porque Teu amor se manifestou nas mãos e nos corações humanos."

Bondade, Gratidão e Amor ao Próximo são qualidades que estão se tornando mais raras a cada dia que passa!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O preço de um milagre

Havia uma família muito pobre, cujo filho mais velho se encontrava terrivelmente doente. Seus pais já haviam tentando de tudo para lhe salvar a vida, mas o menino piorava a cada dia.
Naquela casa a alegria havia murchado como uma flor sem água. Aquela criança, com sua ternura e inocência, era a luz que brilhava e encantava o coração de sua mãe, trazendo ao rosto cansado do pai, após uma longa jornada de trabalho, o sorriso de quem via no filho a recompensa de seus esforços.
Para aquela família, a vida parecia injusta e o destino, severo demais. Por que coisas tão terríveis acontecem com pessoas tão boas? Era impossível achar uma explicação, muito menos consolar o coração daquela mãe aflita, que, sem dúvida, era a mais diretamente envolvida naquele drama.
Em momentos assim é comum que as pessoas assumam culpas que não têm. A mãe, que sempre foi dedicada e zelosa, achava que poderia ter cuidado melhor do menino. O pai, por sua vez, pensava que tudo podia ter sido diferente se tivesse um emprego melhor, com um salário mais digno. Mas é óbvio que eles não tinham culpa de nada. Ninguém tem culpa de ser pobre, de nunca ter tido a oportunidade de melhorar na vida.
Algumas pessoas vendo aquela criança tão magra deitada na cama se questionavam: Que mal ele havia feito para receber tal castigo? Criança não tem pecado. Ou tem? E Deus? Será que não ouve a oração de uma família sofrida, ou será Ele tão distante que não sabe o que se passa aqui na Terra, principalmente com gente pobre na roça? Alguns dizem que essas coisas acontecem para Deus nos ensinar a paciência; Para que venhamos a nos resignar e obedecer, sofrendo calados, em última instância. Muitos pensamentos conflitantes passavam na cabeça daquela família triste. 
Um dia, quando parecia que o fim se aproximava, o pai de joelhos, ao lado da cama da criança, exclamou com lágrimas nos olhos: "Agora, só um milagre pode salvar meu filho!" O irmão mais novo, que assistia a tudo sem entender bem a situação, saiu de casa correndo e foi em direção à cidadezinha, que ficava uns trinta minutos estrada abaixo.
Chegando à cidade, foi direto à farmácia, onde chegou ainda ofegante, e pediu: "Por favor, moço! Eu preciso de um milagre! Meu irmão está muito doente, e meu pai disse que só um milagre pode salvá-lo. O senhor tem esse remédio ai?"
O farmacêutico surpreendeu-se com a pergunta, e com o amor que o menino trazia nos olhos pelo irmão enfermo. Naquele momento um médico da capital, que estava de passagem na cidade, ouviu a conversa. Comovido, não pôde deixar de intervir. Pelos sintomas já sabia do que se tratava: uma epidemia que varria a região, e para a qual ele tinha o remédio certo.
"Eis aqui, meu filho, o remédio que vai salvar seu irmão!" disse o médico.
"E quanto custa? Eu só tenho dez centavos!" questionou o pequenino.
"Tudo bem! Este é o preço que lhe cobrarei!" respondeu o médico.
O menino correu de volta pra casa e deu o remédio aos seus pais, contando o que o médico lhe dissera. Após tomar o remédio, logo baixou a febre o menino foi se recuperando. 


Em meio às dúvidas do coração, aos questionamentos da mente, aos assaltos do medo e da incredulidade, o preço do milagre é uma FÉ PURA como a de uma criança!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

I Look To You

As I lay me down
Heaven hear me now
I'm lost without a cause
After giving it my all
Winter storms have come
And darkened my sun
After all that I've been through
Who on earth can I turn to?
(Refrão)
I look to you
I look to you
After all my strength is gone
In you I can be strong
I look to you
I look to you (yeah)
And when melodies are gone
In you I hear a song I look to you
(Verso 2)
About to lose my breath
There's no more fighting left
Sinking to rise no more
Searching for that open door
And every road that I've taken
Led to my regret
And I don't know if I'm gonna make it
Nothing to do but lift my head
(Refrão)
I look to you
I look to you (yeah)
And when all my strength is gone
In you I can be strong
I look to you
I look to you (oh yeah)
And when melodies are gone
In you I hear a song
I look to you
(Coro)
My love is all broken (oh Lord)
My walls have come (coming down on me)
crumbling down on me (All the rain is falling)
The rain is falling (hoo!)
Defeat is calling (set me free)
I need you to set me free
Take me far away from the battle
I need you to shine on me
(Refrão)
I look to you
I look to you
After all my strength is gone
In you I can be strong
I look to you
I look to you (yeah)
And when melodies are gone
In you I hear a song
I look to you (yeah)
I look to you
I look to you...


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

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